RUMO (histórico)

Formação original: Akira Ueno, Ciça Tuccori, Gal Oppido, Geraldo Leite, Hélio Ziskind, Luiz Tatit, Ná Ozzetti, Paulo Tatit, Pedro Mourão, Zecarlos Ribeiro.

No ano de 1974, o RUMO começou a produzir canções com novo tratamento em termos de composição e de arranjo. Merecem destaque o papel das entoações da fala cotidiana nas composições e o papel da instrumentação valorizando a linha principal do canto nos arranjos.

A partir de 1977, o grupo (10 integrantes) iniciou uma atividade paralela de recriação interpretativa de canções de nosso passado musical, elegendo principalmente aquelas menos divulgadas de compositores como Noel Rosa, Lamartine Babo, Sinhô e outros.

Tudo isso resultou, em 1981, na gravação de dois LPs independentes, lançados simultaneamente, que registraram os melhores momentos desses dois trabalhos realizados pelo RUMO. Esses discos (Rumo e Rumo aos Antigos), apesar da dificuldade de distribuição, atingiram a casa das 20 mil cópias vendidas e deram ao grupo dois prêmios outorgados pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes): "Melhor Grupo Vocal" e "Melhor Grupo Instrumental" de 1981.

Em 1983, o RUMO lança Diletantismo, seu terceiro LP, continuando as experiências registradas nos trabalhos anteriores e encontrando grande recepção em rádios de São Paulo e Rio com a canção Ladeira da Memória.

Em 1985, foi a vez de Caprichoso, o quarto LP, que mais uma vez surpreende críticos e público. As canções estão mais amadurecidas e comunicativas sem, no entanto, perderem o caráter experimental peculiar ao grupo. As apresentações ao vivo são especialmente elogiadas sendo apontadas como "melhor show do ano" por alguns jornais e revistas de São Paulo. Esse disco contém Delírio, meu! e o samba enredo Release que conta a história do próprio grupo.

Em 1988, o RUMO lança, pelo selo Eldorado, o tão anunciado disco infantil: Quero passear. Recebe, por esse trabalho, mais dois prêmios, desta vez concedidos pela Sharp: "Melhor disco infantil de 1988" e "Melhor canção infantil" com a música: A noite no castelo.

Em 1989, o selo Eldorado apresenta uma antologia dos melhores momentos do grupo, lançando na praça o LP O Sumo do Rumo. Em 1990, o RUMO retorna à cena com um show inteiramente novo, apresentando-se em São Paulo (Ópera Room e Centro Cultural São Paulo), Rio de Janeiro (Circo Voador) e Curitiba (teatro Paiol).

Finalmente, em 1991, o grupo reúne suas composições mais recentes para a apresentação e gravação de um CD ao vivo no Teatro do Sesc-Pompéia. Este último trabalho, Rumo ao vivo, foi lançado pelo novo selo Camerati, no segundo semestre de 1992, e conquistou, mais uma vez, o prêmio outorgado pela APCA como o melhor grupo do ano. Participaram também da gravação e dos shows Ricardo Breim, Swami Jr. e Fábio Tagliaferri.

Em 2004, o RUMO relança seus seis álbuns em formato de CD, com shows e exposição sobre sua trajetória musical, no Sesc-Pompéia, dias 19, 20 e 21 de março. Esse show foi reapresentado no mesmo local em 7 de junho do mesmo ano para a filmagem de um DVD.

Quando parecia que o Rumo nunca mais iria se encontrar, inspirado pelo “Rumo aos Antigos”, eis que surge, em 2010, o “Sopa de Concha”, fruto de uma nova pesquisa de gravações em 78 rotações, encontradas por Geraldo Leite no IMS, Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro. Com produção do Swami Jr, o “Sopa” contou com a participação instrumental de grandes músicos e o Rumo entrou nas interpretações vocais. Os shows de lançamento foram no Sesc Vila Mariana.